quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Cerimônia de juramento à Bandeira em Ilhabela







Aproximadamente 120 jovens, nascidos no ano de 1995, foram dispensados

Na manhã desta quarta-feira (28/8) foi realizada a cerimônia de compromisso à Bandeira Nacional e a entrega dos certificados de dispensa de incorporação, no Centro Cultural “Prefeito Roberto Fazzini”. O evento reuniu jovens nascidos no ano de 1995 e este ano foram dispensados 115 rapazes.
A cerimônia contou com a presença do prefeito Toninho Colucci; do chefe de Gabinete, Julio Cezar De Tullio; dos vereadores e Maria das Graças Ferreira dos Santos -  Gracinha (presidente da Câmara), Adilton Ribeiro, Luiz Paladino - Luizinho, Carlos Alberto de Oliveira Pinto - Carlinhos e Sampaio Júnior.
O prefeito Toninho Colucci, que é policial militar da reserva e presidente da Junta Militar de Ilhabela, declarou seu orgulho em ter feito parte da corporação e deixou o recado para os jovens dispensados. “Estive por 23 anos na Polícia Militar e aprendi muita coisa boa, principalmente com relação à disciplina, que levo pra minha vida. Agora, a responsabilidade desses jovens aumenta. Espero que as oportunidades apareçam, sejam elas na carreira militar, por meio de concurso, ou no mercado de trabalho”, afirma Colucci.
Em seu discurso, o chefe de Gabinete, Julio Cezar De Tullio, ressaltou que os jovens tiveram o primeiro compromisso com a pátria. “Agora, vocês, jovens, tem uma responsabilidade maior. O futuro do nosso país e do nosso município está nas mãos de vocês”, disse.
Colucci também destacou que está em estudo a criação do projeto “Jovem Cidadão Comunitário”, que deve oferecer oportunidade aos jovens dispensados do serviço militar, com uma bolsa-auxílio e cobrando como contrapartida prestação de serviço comunitário. “Isso é uma ideia que está no nosso plano de governo. Depende de vocês. Se for para o bem dos nossos jovens, vamos estudar essa possibilidade”, concluiu o prefeito.
Ainda durante o evento, alguns jovens dispensados receberam o certificado em uma ação simbólica. Os certificados serão entregues a todos os dispensados a partir da próxima segunda-feira (2/9), na Junta Militar

Fonte: Site da Prefeitura Municipal de Ilhabela

Câmara fará Audiência Pública para discutir proibição de bebidas

Foi aprovado durante a sessão Ordinária da última terça-feira (27/8) na Câmara de Ilhabela, um requerimento que convoca Audiência Pública para discutir o Projeto de Lei 39/13, que “Regula o consumo de Bebidas Alcoólicas no município”.

O pedido foi formulado pelos autores do projeto, vereadores Valdir Veríssimo (PPS), Sampaio Junior (PTdoB) e Dra. Rita Gomes (PTdoB), atendendo ao acordo em Plenário quando da votação do recurso interposto ao parecer contrário da Comissão de Justiça e Redação da Casa, apontando inconstitucionalidade da proposta. 

Serão convidados a participar da audiência representantes do Conselho Municipal sobre Drogas (CONSOD); Conselho Tutelar, Polícia Militar, Polícia Civil, Pastoral da Criança, Conselho de Pastores e Igreja Católica, bem como representantes da Associação Comercial, Secretaria de Assistência Social, Fiscalização do Código de Posturas e Vigilância Sanitária e Ministério Público.

O projeto
O projeto em discussão não permite o uso de bebidas alcóolicas em calçadas, ruas, avenidas, servidões e caminhos de passagem, praças, ciclovias, pontes, píeres, pátios e estacionamentos de estabelecimentos comerciais que estejam conexos à via pública e que não sejam cercados, além de área externa de campos de futebol, ginásios, quadras e espaços esportivos, repartições públicas e adjacências.

De acordo com a proposta, estão excluídos da proibição eventos realizados em locais públicos (com a devida autorização dos órgãos competentes) e as lanchonetes, bares restaurantes e casas de eventos que possuam áreas de atendimento nos limites determinados pelos órgãos competentes, desde que a bebida seja proveniente dos respectivos estabelecimentos.

A data para a Audiência Pública ainda não foi definida, mas a previsão é de que haja uma boa antecedência para a divulgação, visando atingir o maior número de participantes possível.

Fonte: Facebook = Câmara Municipal de Ilhabela


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

REUNIÃO DA FREPAP - 21/08/2013

 Sabesp mostra investimentos na região em reunião da Frepap-LN



LOCAL: Câmara São Sebastião

Estive ontem (20/08/13) na reunião da Frente Parlamentar do Litoral Norte, que ocorreu na Câmara de São Sebastião. A sessão foi convocada para que os senhores vereadores tomassem conhecimento do planejamento que a SABESP tem para as cidades do Litoral Norte, tanto no quesito água como esgoto, até 2018.

O palestrante convidado foi o simpático Engº Sr. José Bosco F. de Castro que apresentou planilhas com os projetos de investimentos que ocorrerão em cada uma das cidades do Litoral Norte.

Após sua explanação foi concedida a palavra para que os Srs. Vereadores da FREPAP que fizessem seus questionamentos.

Fui muito enfático quanto ao que tem ocorrido na região do Itaguassú - Itaquanduba, onde apesar de ser de conhecimento que a rua principal que dá acesso aos bairros já contaram com rede de esgoto, as praias locais continuam apresentando condições impróprias de utilização para banhistas, segundo os laudos.

Apesar de muitos moradores dessa parte baixa do bairro ainda não terem se ligado na rede, apontamos que o problema maior encontra- se no alto do morro em suas vielas, onde os moradores despejam os dejetos de esgoto nas escadarias, que por sua vez, terminam na vala central.

Todo esse material consequentemente alcança as praias da região, ocasionando a poluição por coliformes que são constatados pelas medições da CETESB.

Nossa sugestão foi para que a SABESP se concentrasse nas chamadas ligações “sociais” onde a Empresa faz a ligação desde o interior da moradia até a rede coletora especialmente instalada nas vielas, até chegar a rede principal.

Os valores das contas que a SABESP passará a cobrar do usuário serão extremamente acessíveis e a cidade vai ganhar muito em qualidade ambiental.


Nossa solicitação foi exatamente no sentido que esse serviço fosse priorizado pela SABESP e o Engenheiro Bosco juntamente com o nosso gerente local Sr. José Paulo, mostraram-se bastante sensíveis quanto ao pleito e mencionaram que já estavam desenvolvendo trabalho manual de colocação de rede nas vielas, mas que consideraria nossa solicitação e dariam mais priorização nessa demanda.

Sampaio
Vereador - PTdoB 

REQ.457/2013 - Requer Convocação para Audiência Pública p/ Discussão de PL-039/13 - Consumo de Bebidas Alcoolicas


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Câmara derruba Parecer e continua discussão sobre Proibição de Bebidas em logradouros de Ilhabela


Os vereadores de Ilhabela derrubaram por seis votos a dois o parecer da Comissão de Justiça e Redação, formada pelos vereadores Dr. Thiago Santos (PSDC), Luizinho da Ilha (PTdoB) e Adilton Ribeiro (PSD),  contrário ao Projeto de Lei 39/2013, que “Dispõe sobre a proibição do uso de bebidas alcóolicas nos logradouros da cidade” durante a sessão ordinária desta terça-feira (13/8).
Os autores do projeto, Prof. Valdir Veríssimo (MD), Sampaio Junior (PTdoB) e Dra. Rita Gomes (PTdoB), apresentaram recurso ao Plenário, contestando o Parecer da Comissão de Justiça e Redação, que apontava em suma, inconstitucionalidade, confronto com o Código Civil e falta de clareza quanto à punição que será imputada ao cidadão infrator.  
O recurso dos edis, pautado na análise técnica da Procuradoria Jurídica da Câmara, destacou que o artigo 30 da Constituição Federal rege que o município pode legislar sobre assuntos de interesse local e suplementar legislação federal no que couber. Além disso, os autores do Projeto ressaltaram que “a matéria não proíbe a venda, nem tampouco o consumo de bebidas, apenas regulamenta”.
Na plateia, representantes dos Conselhos Municipais sobre Drogas, Direitos da Criança e do Adolescente e Tutelar marcaram presença para defender a continuidade da tramitação do projeto nas Comissões, bem como a realização de audiência pública para ampliar o debate com a sociedade. Também estavam presentes professores coordenadores do projeto “Toda Criança na Escola” e empresários do município.
Na discussão do recurso, o vereador Prof. Valdir Veríssimo (MD) voltou a contestar a inconstitucionalidade com base no parecer da Procuradoria e destacou que seu apelo tinha o objetivo de proporcionar uma discussão mais ampla com a sociedade, formular dentro do projeto as devidas alterações e discussões por meio de audiências públicas. Valdir pediu que os colegas não “matassem” o projeto na Comissão, já que o assunto merecia ser melhor debatido. “É importante ressaltar que não queremos proibir o consumo, queremos apenas regrar, regulamentar os lugares para se consumir bebidas alcóolicas”.
Já o presidente da Comissão da Justiça e Redação, vereador Dr. Thiago Souza (PSDC), reiterou sua posição contrária, destacando que se o projeto fosse constitucional, não haveria a sugestão do próprio jurídico da Câmara em alterar um ou dois artigos. Para ele, o principal fator para ser contrário à proposta seria a insegurança jurídica e o direito fundamental da pessoa que deve prevalecer. “Se as leis já existentes forem cumpridas, haveria necessidade de mais essa lei? Acho que deveríamos fazer cumprir as leis já existentes. Volto a ressaltar que não cabe ao município legislar sobre o tema, já há outras leis que regram esse tema, que proíbe a venda e o consumo de bebida alcóolica por menores.” O vereador Adilton Ribeiro (PSD) também fez uso da palavra para ressaltar a preocupação com a fiscalização da Lei e disse ainda que em sua opinião há assuntos mais urgentes e carentes de melhorias, como a saúde, segurança pública, transporte coletivo.
A vereadora Professora Dita (PTB) ressaltou que nunca fez uso de uma bebida alcóolica, no entanto via os dois lados da questão, destacando que ainda há muitas pessoas alheias à discussão, e propôs que a Mesa fizesse uma solicitação de parecer técnico ao Cepam (Centro de Estudos e Pesquisa de Administração Municipal), órgão que não tem nenhum vínculo com a cidade, já que há discordância entre as opiniões de dois advogados (a Procuradoria e o vereador presidente da Comissão). Sugeriu ainda a realização de duas ou três audiências públicas em diferentes regiões da cidade.
A vereadora Dra. Rita Gomes (PTdoB) destacou a importância de ampliar a discussão e defendeu o parecer da Procuradoria Jurídica, assegurando a constitucionalidade da matéria. Pediu o apoio dos pares para que não rejeitassem o recurso, de forma que a sociedade pudesse ser envolvida na discussão.
A presidente da Casa, Gracinha Ferreira (PSD), embora só vote em caso de empate, afirmou que não poderia estar sendo contrária ao recurso, de forma que a comunidade fosse inserida no contexto de discussões. Falou ainda que seria incoerente em ser contrária ao projeto de Lei frente ao trabalho que ela realiza no município, como por exemplo, na Pastoral da Criança, que entre outras atribuições, trabalha com a orientação familiar. “Eu acredito que o álcool é sim uma porta aberta para outras drogas, por isso peço aos meus colegas para que não “matem” o projeto, vamos aceitar o recurso e ampliar a discussão”.
O vereador Carlinhos (PMDB) também fez uso da palavra e disse que o projeto em si, do jeito que se apresenta, o faz ser contrário, no entanto, que está aberto à discussão e melhoria da matéria. “A importância da matéria exige dedicação e empenho da nossa parte”.
O vereador Sampaio Junior (PTdoB) disse que a “grande importância de todo esse processo é que só chegou à esta Casa o projeto porque a sociedade pede que os vereadores façam alguma coisa. Na minha época frente ao Conselho de Segurança, essa já era uma necessidade latente. O que nós estamos tratando é sim política pública. Hoje nós temos uma guarda mirim que começou com 50 crianças em situação de vulnerabilidade e risco, agora já são 120. Isso é importante lembrar. Estamos mostrando a que viemos, para que somos eleitos. Temos que cuidar e discutir sim as políticas públicas”.  
A votação terminou com seis votos a dois, sendo contrários ao recurso os vereadores Dr. Thiago Santos (PSDC) e Adilton Ribeiro (PSD). O vereador Luizinho da Ilha (PCdoB), membro da Comissão de Justiça e Redação, justificou seu voto favorável ao recurso por entender que os eleitores que ele representa querem uma discussão, mas reiterou sua posição contrária ao projeto como ele hoje se apresenta.
O PL 39/2013 proíbe o uso de bebidas alcóolicas em calçadas, ruas, avenidas, servidões e caminhos de passagem, praças, ciclovias, pontes, píeres, pátios e estacionamentos de estabelecimentos comerciais que estejam conexos à via pública e que não sejam cercados, além de área externa de campos de futebol, ginásios, quadras e espaços esportivos, repartições públicas e adjacências.
Comissões
A presidente da Casa, vereadora Gracinha Ferreira (PSD), encaminhou algumas matérias para análise das Comissões Permanentes, entre os projetos estão alterações e propostas de denominação de via pública, alteração no Regimento Interno da Casa e emendas ao substitutivo do projeto que reorganiza a estrutura administrativa da Câmara.
Moções
Foram aprovadas ainda quatro moções, sendo duas de Louvor, para o senhor José de Anchieta Ribeiro Santos, coordenador da Pastoral da Criança no Estado de São Paulo e para a Secretaria de Turismo e Fomento da cidade; e duas de Apelo, para o Governador Geraldo Alckmin, visando a implantação de câmeras inteligentes na entrada da balsa e para a implantação de uma Unidade de Terapia Intensiva no município.

A próxima sessão Ordinária da Câmara será no dia 27 de agosto, às 18h. Mais informações (12) 3896.9600,imprensa@camarailhabela.sp.gov.br ou Facebook/Câmara Municipal de Ilhabela.

Fonte: Site da Câmara Municipal de Ilhabela

terça-feira, 13 de agosto de 2013

População se reúne para discutir Zoneamento Ecológico-Econômico de Ilhabela





Deputado Luciano Batista participou da Audiência Pública e colocou seu mandato à disposição da população



Cerca de 600 pessoas se reuniram na segunda-feira, dia 12, em uma audiência pública, para discutir o
 Zoneamento Ecológico-Econômico de Ilhabela. Na ocasião, técnicos e engenheiros da Secretaria Estadual de Meio Ambiente apresentaram o projeto e moradores, líderes de bairros e entidades fizeram seus questionamentos.

O deputado estadual Luciano Batista, que no último mês se reuniu com o secretário Estadual de Meio 
Ambiente Bruno Covas e os vereadores da Cidade para discutir o Plano de Manejo do Parque Estadual (PEI), 
marcou presença na audiência e destacou a importância de discussões do Poder Público com a população.

De acordo com o deputado, o projeto é responsável pelo futuro da Ilha, por isso deve ser bem analisado e 
discutido por todos. “Fiz questão de participar das discussões, a população está fazendo lindamente seu
 papel, que é reivindicar e tentar entender o processo. A população é a principal interessada e por isso estão certíssimos em opinar com seu ponto de vista. A participação popular é fantástica. Isso é praticar a cidadania”.

Luciano ainda comentou que a sociedade tomou conhecimento do que está sendo proposto e do que isso
 pode significar com relação ao desenvolvimento do município, e fez suas propostas e contribuições. 
Agora, cabe a Prefeitura e a Secretaria de Meio Ambiente responder e atender os questionamentos, 
de modo que o zoneamento resultante seja fruto de um debate democrático.

O objetivo do projeto é atualizar o Decreto Estadual nº 49.215/2004, que dispõe sobre o Zoneamento 
Ecológico-Econômico do Setor do Litoral Norte, prevê usos e atividades para diferentes zonas, estabelece 
diretrizes, metas ambientais e socioeconômicas, nos termos estabelecidos pela Lei nº 10.019 de 03/07/1998.

Câmara vota Parecer Contrário à Proibição de Bebidas nesta terça-feira


A Câmara de Ilhabela vota na próxima terça-feira (13/8) o Parecer da Comissão de Justiça e Redação da Casa, contrário ao PL 39/2013, que “Proíbe o consumo de bebidas alcóolicas nos logradouros do município”. A sessão terá início às 18h com transmissão ao vivo pelo site www.camarailhabela.sp.gov.br. Se aprovado pelos parlamentares, o projeto “morre” nas Comissões sem ir à votação. Se o parecer for reprovado, a matéria continua em trâmite pelas demais Comissões da Câmara, voltando posteriormente ao plenário para discussão e votação.
O PL 39/2013, de autoria dos vereadores Prof. Valdir Veríssimo (MD), Sampaio Junior (PTdoB) e Dra. Rita Gomes (PTdoB), proíbe o uso de bebidas alcóolicas em calçadas, ruas, avenidas, servidões e caminhos de passagem, praças, ciclovias, pontes, píeres, pátios e estacionamentos de estabelecimentos comerciais que estejam conexos à via pública e que não sejam cercados, além de área externa de campos de futebol, ginásios, quadras e espaços esportivos, repartições públicas e adjacências.
De acordo com a proposta, estão excluídos da proibição eventos realizados em locais públicos (com a devida autorização dos órgãos competentes) e as lanchonetes, bares restaurantes e casas de eventos que possuam áreas de atendimento nos limites determinados pela administração, desde que a bebida seja proveniente dos respectivos estabelecimentos.
Parecer
Já o Parecer da Comissão de Justiça e Redação, formada pelos vereadores Dr. Thiago Santos (PSDC), Luizinho da Ilha (PTdoB) e Adilton Ribeiro (PSD), é contrário baseado no princípio da inconstitucionalidade. “Analisando atentamente o teor do Projeto de Lei, verificamos que o mesmo carece de constitucionalidade, havendo agressão a direitos fundamentais e vícios de redação no setor secundário (vício de iniciativa)”, justificam os membros.
Para a Comissão, o projeto é inconstitucional porque não cabe ao município legislar sobre o “Consumo”, sendo esta, uma prerrogativa da União, Estados e Distrito Federal, conforme destacado na Constituição em seu artigo 24. Outro motivo apresentado no documento está relacionado ao confronto com o Código Civil Brasileiro, quando o projeto estipula o que seria logradouro público para os efeitos da Lei, além de não ser totalmente claro quanto à punição que será imputada ao cidadão infrator, “misturando o delito de desobediência com a norma em debate, invadindo outras searas do Direito, como o Penal”.

Fonte: Site das Câmara Municipal de Ilhabela
Mais informações (12) 3896.9600, imprensa@camarailhabela.sp.gov.br ou pelo Facebook/Câmara Municipal de Ilhabela.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

ATA COMTUR DE 08/08/2013



Moradores de Ilhabela protestam contra plano de zoneamento da prefeitura

GIULIANA DE TOLEDO: ENVIADA ESPECIAL A ILHABELA

Uma proposta da Prefeitura de Ilhabela para alterar o plano de gerenciamento costeiro --espécie de plano diretor-- trouxe tensão à cidade.
Pelo projeto, as comunidades de Bonete e Castelhanos, instaladas em praias isoladas, seriam classificadas como Z4, o que as enquadraria como áreas urbanas.
Hoje os locais são rurais, de categoria Z2, o que permite pouca ocupação e limita atividades comerciais.

Ilhabela

Apu Gomes/Folhapress
Vista da praia da Fome, no norte de Ilhabela
O temor dos moradores é que a mudança, se aprovada, abra espaço para construção de empreendimentos imobiliários, descaracterizando as praias. Hoje, o acesso ao Bonete só é feito de barco (2h30 de viagem desde o centro, em média) ou a pé, por trilha de 12 km. A comunidade tem cerca de 270 pessoas.
A praia de Castelhanos, que tem aproximadamente 200 habitantes, é acessível por estrada de terra de 22 km.
No mês passado, em protestos durante a abertura da Semana Internacional de Vela --evento tradicional da ilha--, moradores se manifestaram contra a proposta.
"A prefeitura fez o plano sem ouvir os moradores", afirma Carlos Nunes, diretor-executivo do Instituto Ilhabela Sustentável, uma das dez instituições da sociedade civil engajadas nos protestos.
O diretor de planejamento e projetos da prefeitura, Guilherme Galvão, diz que os moradores serão ouvidos. "O projeto tem a intenção de manter as comunidades como atualmente."
Editoria de Arte/Folhapress
Outro ponto polêmico da proposta é a alteração de áreas de marina para uma subcategoria que permitiria atividades industriais, o que, segundo os manifestantes, abriria precedente para a instalação de indústrias poluidoras.
Haverá audiência pública para debater o zoneamento no próximo dia 12.
A repórter viajou a convite da Aprecesp (Associação das Prefeituras das Cidades Estância do Estado de São Paulo)
Fonte: Jornal  Folha de São Paulo - Edição de 01/08/2013


Câmara acompanha Tribunal e reprova novamente Contas da Prefeitura em 2005


Os vereadores de Ilhabela aprovaram por unanimidade o parecer da Comissão de Finanças e Orçamento que reprova as Contas Anuais da Prefeitura de Ilhabela no exercício de 2005 durante a sessão Ordinária desta terça-feira (6/8) – a primeira do segundo semestre. A análise da Comissão de Finanças e Orçamento, formada pelos edis Sampaio Junior (PTdoB), Adilton Ribeiro (PSD) e Dra. Rita Gomes (PTdoB) acompanhou o parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado, que foi desfavorável à aprovação.
Os principais motivos alegados pelo Tribunal de Contas para a emissão do parecer desfavorável à aprovação das Contas e que foi corroborado pela Câmara, foram a inversão da ordem no pagamento de precatórios em desrespeito à regra Constitucional e à Lei 8666/93 e a abertura de crédito adicional sem observação dos limites estabelecidos no artigo 42 da Lei 4320/64.
O relatório elaborado pelo presidente da Comissão, vereador Sampaio Junior, apresentou um breve relato sobre as Contas, que chegaram à Câmara em 2008, foram votadas e reprovadas em 2009, mas tiveram a votação anulada após o ex-prefeito Manoel Marcos de Jesus Ferreira acionar a justiça alegando cerceamento do Direito de Defesa. A nova legislatura reapreciou as contas e concedeu ao ex-prefeito o Direito de Defesa, que foi apresentado por escrito à Comissão de Finanças e Orçamento da Casa de Leis do arquipélago.
Foi outorgada ainda a Manoel Marcos a oportunidade de sustentação oral por parte de seus advogados constituídos durante a sessão, no entanto, ninguém se inscreveu e a votação transcorreu conforme preconiza o Regimento Interno da Câmara.
Ainda de acordo com o relatório apresentado pela Comissão de Finanças e Orçamento, ao inverter a ordem de pagamento de precatórios ignorando a precedência de antiguidade dos créditos, como prevê a Constituição, foi configurado ato de improbidade administrativa, ferindo três princípios constitucionais: impessoalidade, legalidade e moralidade.
Já a abertura de crédito suplementar sem a devida autorização do Legislativo, torna ilegal qualquer ato que vise à alteração da Lei Orçamentária. “Urgência ou outras desculpas não podem dar legitimidade ao descumprimento da Lei”, salienta o vereador Sampaio no relatório.
Em outro trecho, o documento afirma ainda que os vereadores não podem fechar os olhos às aparentes pequenas falhas, sob pena da falência do Estado de Direito. “Se nós, fiscais oficiais da administração municipal, fecharmos os olhos a essas aparentes pequenas mazelas, estaremos decretando a falência do Estado de Direito e a falta de necessidade da existência de vereadores nas cidades brasileiras”.
Por fim, o relatório destaca ainda que além da análise prévia do Tribunal de Contas, fatores como os processos de denúncia existentes no Ministério Público e no Tribunal de Justiça, como também ações praticadas no decorrer de toda a gestão do ex-prefeito foram considerados para elaboração do voto pela rejeição das contas.
Na justificativa de voto, o presidente da Comissão de Finanças e relator do parecer, declarou que não havia alternativa à Casa senão manter o relatório inicialmente apresentado. “Nós não estamos fazendo mais do que a nossa obrigação em reprovar essas contas que apresentam erros grosseiros apontados pelo Tribunal. Existem ainda “n” motivos para sustentar essa reprovação, no entanto, os principais apontamentos do Tribunal de Contas são mais que suficientes para que esta Casa acompanhe o parecer”, concluiu.

Fonte: site da Câmara Munciaiapl de Ilhabela

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Prefeitura intensifica obra de nova pavimentação de ruas da Barra Velha


Outra via contemplada é Rua Benedito dos Anjos Sampaio, também na Barra Velha
A Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Obras e Infraestrutura, está executando o reforço de base e a nova pavimentação da Rua Gerson Peres de Araújo, localizada no bairro da Barra Velha, desde o último dia 15 de julho. A camada de reforço a ser aplicada é mais espessa que a anterior e ainda receberá pedra tipo rachão, pois a via é um local que recebe um grande fluxo de veículos e constantemente era danificada.
A empresa contratada para o serviço é a Solovia, que também executará drenagem superficial e sarjetas. O trecho do primeiro quarteirão da rua, no sentido Água Branca, já começou a ser alargado.  A Rua Benedito dos Anjos Sampaio - paralela à Rua Gerson Peres de Araújo - também receberá as mesmas melhorias. O prazo de conclusão da obra é de 60 dias. Agora, com a nova pavimentação, as vias serão alargadas em 1,5 metro. As calçadas também terão 1,5 metro de largura. 
“Essa obra tem o objetivo de resolver esse problema crônico das vias. Os buracos já incomodavam o município há anos, além disso essa intervenção resulta na fluidez do trânsito local”, ressalta o secretário de Obras, Flávio Miranda. 
Ruas do bairro da Água Branca também receberão reforços de base e a nova pavimentação. A obra será executada após a implantação da rede coletora de esgoto com recursos oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.

Foto: Cláudio Rodrigues/PMI
Fonte: Jornal Imprensa Livre

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Comissão de Transportes será Restabelecida


Câmara vota Contas de 2005 da Prefeitura de Ilhabela na volta do recesso


Os vereadores de Ilhabela se encontram na próxima terça-feira (6/8) às 18h para a primeira sessão Ordinária do segundo semestre. Em pauta, os parlamentares devem discutir e votar o Parecer da Comissão de Finanças e Orçamento, que reprova as Contas Anuais da Prefeitura de Ilhabela no exercício de 2005. A análise dos pares Sampaio Junior (PTdoB), Adilton Ribeiro (PSD) e Dra. Rita Gomes (PTdoB), membros da Comissão, acompanha o Tribunal de Contas do Estado, que também exarou parecer desfavorável à aprovação.
As contas anuais do exercício de 2005 da Prefeitura de Ilhabela foram apreciadas pela Casa de Leis em 2009, ocasião em que foram reprovadas pelos vereadores da época, no entanto, o ex-prefeito Manoel Marcos de Jesus Ferreira entrou com recurso, alegando o cerceamento do Direito de Defesa.
Coube então à nova Legislatura uma reapreciação, já com as alegações apresentadas por escrito pela defesa do ex-prefeito. Na sessão de terça-feira, poderá haver ainda a sustentação oral por parte dos advogados de Manoel Marcos.
A sessão será transmitida ao vivo pelo site www.camarailhabela.sp.gov.br. Mais informações (12) 3896.9600, imprensa@camarailhabela.sp.gov.br ou pelo Facebook/Câmara Municipal de Ilhabela.
-- 
Leninha Viana
Jornalista - MTB 43079/SP
Assessoria de Imprensa

Câmara Municipal de Ilhabela

sábado, 3 de agosto de 2013

Fórum de “Gerenciamento Costeiro, Comunidades Tradicionais e Turismo Sustentável” lotou Câmara Municipal durante toda a sexta-feira

“Esse mapa certamente sofrerá alterações em função dessas discussões, está tudo em construção”, diz coordenador do Gerco

Thereza Felipelli

A Câmara de Ilhabela ficou pequena para acomodar tantos interessados em acompanhar o Fórum de “Gerenciamento Costeiro, Comunidades Tradicionais e Turismo Sustentável”, realizado durante todo o dia.
Organizado pela Associação de Engenheiros e Arquitetos de Ilhabela e pela 11630.org –Associação Para uma Cidadania Participativa – em conjunto com o Instituto Ilhabela Sustentável, Observatório Social de Ilhabela e com o apoio de outras entidades representativas da Sociedade Civil da cidade – o encontro está em sua segunda edição e foi intitulado  “Pensando a Ilhabela que Vivemos”.
O objetivo principal foi esclarecer e informar sobre a legislação e as consequências que as alterações no zoneamento ecológico-econômico (ZEE) podem trazer, sobretudo para as comunidades tradicionais, bem como apontar modelos e boas práticas que possam ser implementados no ZEE – Gerenciamento Costeiro (Gerco) e na Política Municipal de Desenvolvimento Urbano e Turístico de Ilhabela.
O encontro contou com a participação de diversos palestrantes, mas a boa notícia para os moradores das comunidades tradicionais de Ilhabela foi dada pelo biólogo Luiz Roberto Numa de Oliveira (Bepo), coordenador do Gerenciamento Costeiro (Gerco) de São Paulo pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Diretor do Centro de Zoneamento Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo. Segundo ele, muito provavelmente as comunidades tradicionais deverão permanecer como Z2 e muitos outros pontos devem sofrer alterações em conjunto com a população, ao serem realizadas audiências públicas nos quatro municípios.
Bepo explicou que o Litoral Norte foi pioneiro, em 2004, quando promulgou seu primeiro ZEE, que está em revisão há mais de dois anos. “Mas o trabalho não é só técnico, é também muito político, no sentido do entrechoque de interesses da sociedade, que é o ponto onde estamos agora. O decreto que regulamenta o que pode ou não em cada zona é uma costura muito complexa e difícil, porque vincula licenças a que todos estarão sujeitos depois. Temos mais de meio caminho andado, mas ainda não finalizamos”, enfatizou. 

Processo de revisão 
“Percebemos que ainda aqui na região essa discussão precisa estar melhor posta, disseminada, entendida e negociada pela população”, declarou Bepo. “Como são questões que irão afetar a vida de todos nos próximos 10 anos é importante que façamos uma boa norma, que tenha concordância da grande maioria, que traduza os anseios da sociedade. Então esse é um dos motivos que o secretário Bruno Covas determinou que fizéssemos uma audiência aqui na ilha, que acontece no dia 12. Ela é prévia a audiências que serão realizadas depois. Ainda voltarei mais vezes pra discutir com quem tiver interesse. Faremos isso nos outros municípios também”, continuou o biólogo. 
Segundo Bepo, a Prefeitura vem abrindo espaço para conversas, inclusive com os moradores das comunidades. “O prefeito Toninho Colucci tem adotado uma postura de rever até mesmo as questões que primeiro haviam sido sugeridas como mais apropriadas, acho que isso é um grande ganho da sociedade”, salientou. “Está tudo em construção, não assinamos nada com sangue ainda. E não temos uma data mágica pra entregar esse produto”, brincou o biólogo, que explicou que, pelas leis que hoje regulam a questão, o ZEE vige durante 10 anos e o prazo é até dezembro de 2014.

Debate 
Outras palestras e debates foram realizados ainda durante o encontro. “Esse mapa certamente sofrerá alterações em função dessas discussões. Está tudo em construção”, disse Bepo ao ser questionado sobre o decreto e o mapa pelo procurador do Ministério Público (MP), Tadeu Salgado Ivahy Badaró, que perguntou: “Mapa e decreto, o que vem antes e o que vem depois?” 
“Estamos trabalhando em questões simultâneas. O problema do decreto é que são tecnicalidades, questões difíceis de conseguir discutir numa plateia leiga e ampla, então procuramos definir detalhes no decreto e na hora da discussão no mapa é que as pessoas ficam sabendo o que há no decreto”, disse Bepo, que explicou que o grupo setorial do Litoral Norte é composto por oito membros do Estado, oito das prefeituras, oito da sociedade civil e oito suplentes. “A perspectiva agora é terminar algumas questões que estão no decreto e levar isso para análise jurídica, pra ver se o que a gente propõe tem fragilidades, para então ser levado adiante. Ficamos dois anos tratando o decreto e agora tratamos o mapa”, explicou. “O que se convencionou no grupo setorial é que a discussão parte de uma proposta do município. É ele que tem mais ferramentas, instrumentos sobre o que acontece em seu território e sobre políticas públicas em andamento”, continuou Bepo, que ressaltou que estão realizando fóruns setoriais discutindo o assunto desde o dia 28 de junho.

Plano Diretor e audiências 
Durante o debate, o vereador Luizinho da Ilha comentou que deveria haver audiências em Castelhanos e Bonete – onde moram os interessados diretos nas mudanças – e perguntou se não há como “amarrar” o gerenciamento costeiro com o Plano Diretor (PD) da cidade.
“Concordo com seu pressuposto, se há decisão de renovar o PD é importante que corra junto com o gerenciamento. Com relação à questão de vinculação, foi promulgada em 2011 uma lei federal que estabelece essas vinculações entre zoneamentos ecológico econômico e PD, estabelecendo claramente que o PD deve se vincular ao que o zoneamento determina. Primeiro se faz o planejamento regional de maior escala e a partir daí se entra com o planejamento local de maior detalhe”, explicou.
“Com relação a audiências em Castelhanos e Bonete, acho que é uma decisão da sociedade, não nos furtamos de ir a lugar nenhum. Estivemos há 15 dias nos dois locais conversando com a comunidade e iremos sempre que for necessário”, continuou Bepo. 

Pousada pode 
Luizinho perguntou ainda o que de fato pode ou não em cada zona, questionando, por exemplo, se podia haver pousadas no Bonete, caso permaneça como Z2. “Eu sinceramente não entendi bem a celeuma que está acontecendo. Empresas, pousadas, hotéis e restaurantes sempre foram possíveis em Z2, nunca houve esse problema, até porque boa parte hoje da região norte e sul da ilha é Z2 e lá há pousadas e restaurantes. A questão que se colocou em determinado momento foram os condomínios. Em principio, quando o decreto de 2004 foi pensado, se pensou que também poderiam fazer condomínios. Só que isso estava mais implícito que explícito. O que aconteceu é que aparentemente se iniciou um processo de tentativa de aprovação de loteamentos como se condomínios fossem. O que estamos tentando fazer é construir uma redação em decreto que está em obras onde podemos separar o joio do trigo nessa questão” respondeu Bepo.
Tadeu, do MP, complementou a resposta: “Não vejo nenhuma ilegalidade em permitir pousadas em Z2”, declarou. “Isso jamais foi alegado. A posição da Procuradoria do Estado acho que também já está clara. O decreto da Baixada Santista diz que em Z2 pode atividades de ecoturismo, definidas como atividades de recreação, lazer, inclusive com o suporte necessário, como pousadas e restaurantes. Se permite trilha é natural que tenha um restaurante pra comer e uma pousada pra quem não quiser voltar no mesmo dia. O MP não tem intenção de mandar derrubar pousada nenhuma no Bonete. Não há ilegalidade nenhuma nisso”, afirmou ele, que ressaltou ainda que, conforme o zoneamento, são permitidas estruturas náuticas adequadas, que vão de classe 1 a 5.
 
Apelo 
Do Instituto Ilhabela Sustentável, Gilda Nunes pediu a Bepo para que o mapa apresentado na audiência no dia 12 seja o vigente e não o apresentado pela prefeitura. “Z4 em Castelhanos e Bonete está ultrapassado. A proposta foi votada, mas não tem mais validade alguma, deveríamos partir do mapa atual e na audiência publica vermos o que fazer”, sugeriu.
Segundo Gilda, não só 14 pontos não fechados no texto, mas uma série de documentos protocolados por entidades não tiveram retorno algum do Gerco. “Não dá pra chegar a uma conclusão sem ter esses 14 pontos discutidos e fechados. Fizemos uma pintura de mapa alternativo porque estávamos desesperados e achávamos que dia 28 (quando as propostas foram apresentadas) era o fim das discussões”, disse ela, que deu os parabéns ao Estado, que não encerrou as discussões.
“Concordo e acho os argumentos razoáveis. A audiência deve assumir caráter de inicio de trabalho e não de final”, respondeu Bepo. 

Fonte: Jornal Imprensa Livre